Seul - A semana que está começando será crucial para a crise provocada pelas ambições nucleares da Coréia do Norte, já que amanhã haverá uma reunião da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para as questões nucleares e também está previsto o início de um giro na região de representantes da diplomacia européia.
O alto representante da União Européia (UE) para política externa, Javier Solana, chega hoje buscando uma solução pacífica da crise. Procedente do Japão, Solana se reunirá com o presidente Kim Dae-Jung e outros dirigentes sul-coreanos. Por outra parte, um alto dirigente americano, Richard Haass, viajou ontem a Seul, informou a embaixada dos Estados Unidos. Richard Haass, diretor de planejamento político do Departamento de Estado, se reunirá com o conselheiro presidencial para segurança, Yim Sung-Joon. Haass já declarou que a Coréia do Norte violou suas obrigações internacionais, e apresentará este informe ante o Conselho da ONU. Pyongyang, que pede negociações diretas com Washington e um pacto de não agressão, advertiu que as sanções do Conselho de Segurança equivalerão a uma ''declaração de guerra''.
Bruxelas condenou o reinício da atividade das centrais nucleares da Coréia do Norte, mas espera ser uma espécie de mediadora entre asiático.
Em princípio, o giro de Solana não prevê uma escala em Pyongyang, mas esta possibilidade fica aberta para o futuro. O representante europeu declarou ontem que espera principalmente o resultado da reunião da Aiea antes de tomar qualquer decisão.

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