Um funcionário da embaixada israelense na Jordânia foi ferido à bala ontem, num subúrbio de Amã, por um homem não identificado. Segundo a polícia, o israelense, identificado como Shlomo Ratzbi, teve um ferimento em seu pé esquerdo.
Segundo um comunicado do governo jordaniano, o israelense está ‘‘em boas condições’’ no Centro Árabe de Cirurgia Cardíaca. Amã informou também que a polícia iniciou uma investigação para apurar as causas do ataque.
Este é o segundo ataque contra um diplomata israelense em menos de um mês. Em 9 de novembro, Yoram Havivian ficou levemente ferido depois que um homem atirou contra o seu veículo.
Cinco palestinos ficaram feridos ontem à noite, sendo que dois se encontram em estado grave, por tiros de soldados do exército israelense na Faixa de Gaza.
Um menino de 14 anos levou um tiro na cabeça e outro palestino, de 22 anos, foi ferido na perna no mesmo incidente, em Rafá, no sul da Faixa de Gaza.
Pouco depois, palestinos e israelenses protagonizaram um confronto armado durante o qual forças palestinas dispararam rajadas com armas automáticas e lançaram granadas, informaram testemunhas. O tiroteiro foi confirmado por um porta-voz do exército.
Um pescador palestino ficou gravemente ferido depois de levar dois tiros disparados de uma lancha militar israelense perto de Gaza, informaram fontes palestinas.
Um porta-voz do exército disse que ‘‘a lancha fez disparos de advertência a uma embarcação palestina que se aproximou’’.
Em Jan Yunes, também no sul da Faixa de Gaza, outros dois palestinos ficaram feridos num confronto armado.
Dois palestinos morreram ontem na Cisjordânia. Com isso, já chega a 304 o número de mortos, palestinos em sua maioria, desde o início do conflito em 28 de setembro.
Cada vez mais convocações de boicote a empresas e produtos dos Estados Unidos, país que que é considerado o principal protetor de Israel, são feitas no mundo árabe desde o início da Intifada nos territórios palestinos.
Estas convocações surgiram espontaneamente, nos meios estundantis, sindicais ou reuniões populares de apoio aos palestinos em diversos países árabes: Egito, Líbano, Síria, Iêmen, Marrocos e nas monarquias do Golfo Pérsico.
No Egito, listas anônimas de boicote começaram a circular nas universidades e escolas. As primeiras empresas atacadas foram os restaurantes do McDonald’s e do KFC (Kentucky Fried Chicken).
‘‘As vendas nas cadeias de restaurantes americanas caíram 35% em dois meses’’, lamenta Abdel Moneim al-Qaysuni, vice-presidente da Câmara de Estabelecimentos Turísticos egípcios, destacando que este movimento também tem consequências locais.
‘‘É uma baixa muito importante em setores que empregam cerca de 80 mil egípcios, com salários que chegam a 30 milhões de libras egípcias por ano, e contribuições fiscais de 370 milhões de libras anuais (aproximadamente US$ 100 milhões)’’, afirmou.

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