O adido militar britânico na Grécia, o general de brigada Stephen Saunders, foi morto a tiros ontem, em Atenas, por dois desconhecidos que passavam de moto, em um atentado que o governo grego atribuiu ao grupo terrorista 17 de Novembro.
Este é o primeiro atentado que resulta em morte na Grécia desde 1997, quando o comerciante de armas grego Costas Peratikos foi baleado. O ministério da Ordem Pública atribuiu o ataque ao mesmo grupo, uma organização terrorista que utiliza atualmente o método usado contra o diplomata britânico.
O general Saunders foi internado em estado ‘‘muito crítico’’ no hospital da Cruz Vermelha em Atenas, segundo uma fonte médica.
Saunders, ‘‘de cerca de 50 anos’’, segundo a embaixada britânica na capital grega, era casado e pai de duas filhas. Ele apresentava graves ferimentos no abdômen.
O atentado aconteceu pouco depois das 8 horas locais (2h de Brasília), quando o general dirigia seu veículo a caminho da embaixada britânica.
Os dois desconhecidos, que estavam em uma moto e usavam capacetes brancos, aproveitaram o congestionamento na avenida que liga o bairro residencial de Kifissia ao Centro da capital, para se aproximar do veículo.
Os criminosos dispararam várias vezes contra a vítima, segundo a polícia. No local, foram encontrados quatro cartuchos de calibre 45 mm.
O misterioso grupo grego 17 de Novembro, que fez sua primeira aparição em 23 de dezembro de 1975, com o assassinato do chefe da delegação da CIA (Agência Central de Inteligência americana), Richard Welch, sempre usou pistolas de calibre 45 em seus atentados.
O ministro grego das Relações Exteriores, Georges Papandreu, expressou seu ‘‘horror’’ pelo assassinato de Saunders e disse que condena ‘‘enérgicamente esta ação terrorista’’.
‘‘O governo combaterá de maneira implacável os terroristas e não permitirá que ações deste tipo manchem a imagem do país’’, acrescentou Papandreu.

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