Amã Um diplomata da embaixada dos Estados Unidos em Amã foi assassinado ontem na capital jordaniana, agravando o clima de tensão em uma região já muito preocupada com a perspectiva de um ataque norte-americano ao Iraque. ``Um diplomata da embaixada dos Estados Unidos em Amã foi assassinado hoje na capital jordaniana``, disse ontem à AFP o ministro jordaniano da Informação, Mohammed Adwan. ``O funcionário, identificado como Lawrence Foley, foi morto por um desconhecido que atirou contra ele pela manhã, quando a vítima saía de casa para ir ao trabalho``, precisou Adwan. ``Um só assassino`` atirou em um bairro a oeste de Amã contra Foley, funcionário da Agência Americana para a Ajuda Internacional e o Desenvolvimento (Usaid), disse Adwan, citando os primeiros elementos da investigação policial. O ministro condenou esse ``vil assassinato, que custou a vida de um diplomata norte-americano. Esse ato, qualquer que tenha sido o motivo, constitui uma agressão contra a Jordânia e a segurança nacional``. Segundo a Usaid, o trabalho de Foley era puramente administrativo.
A polícia jordaniana isolou o local do crime e impediu a aproximação de jornalistas. A embaixada norte-americana pediu a seus cidadãos na Jordânia a mais extrema vigilância após o ``crime horrível``, em um comunicado obtido pela AFP.
Este foi o primeiro assassinato de um diplomata norte-americano na Jordânia. Antes, vários atentados tiveram como alvo diplomatas israelenses. Este foi também o primeiro assassinato de um diplomata ocidental no Oriente Médio após os atentados de 11 de setembro. Para o ministro jordaniano do Planejamento, Bassem Awadallah, foi ``um incidente isolado, que não reflete o sentimento dos jordanianos``.
Lawrence Foley morava com a mulher na Jordânia há dois anos. Seus três filhos, adultos, vivem nos Estados Unidos.
Motivo político Uma evidência preliminar obtida na cena do assassinato do diplomata dos Estados Unidos na Jordânia sugere que o crime teve motivações políticas, assinalaram responsáveis norte-americanos. O diplomata Lawrence Foley, que trabalhava para a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), foi atingido por vários disparos a 1,5 metro de distância diante de sua residência.

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