Diplomacia para o Oriente Médio
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de agosto de 2001
Marius Schattner<BR>France Presse<BR>De Jerusalém 
O chanceler alemão Joschka Fischer iniciou ontem um giro pelo Oriente Médio, defendendo o reinício do diálogo, enquanto o Conselho de Segurança da ONU se prepara para discutir a forma de parar o derramamento de sangue entre israelenses e palestinos. É a segunda viagem de Fischer à região em três meses, mas se por um lado Israel acolhe favoravelmente as iniciativas da Alemanha, país que considera amigo, algo diferente acontece com a ONU.
Israel reafirmou ontem sua oposição à reunião do Conselho de Segurança, prevista para ontem, a fim de discutir a situação no Oriente Médio, por iniciativa dos palestinos e dos países árabes.
''Israel se opõe à iniciativa palestina destinada a internacionalizar o conflito'', declarou à AFP um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores.
''Estamos seguros de que esta ação não vai contribuir para os nossos esforços no sentido de instaurar um cessar-fogo e para levar (os palestinos) à mesa de negociações'', acrescentou o porta-voz.
''Em lugar de atacar as vítimas do terrorismo, a comunidade internacional faria melhor em atacar os que o praticam'', destacou em referência aos dois últimos atentados suicidas palestinos, que custaram a vida de 15 pessoas e as de seus autores.
O chefe da diplomacia israelense, Shimon Peres, projeta por sua parte uma aplicação gradual de um cessar-fogo entre Israel e os palestinos, setor por setor, segundo fontes oficiais.
Peres reafirmou ontem sua intenção de discutir um cessar-fogo ''discretamente e em um futuro próximo'' com o presidente palestino Yasser Arafat, mas adiantou que por enquanto não há nenhum encontro previsto.
O exército israelense interceptou ontem um caminhão palestino que levava armas e munições na passagem de Karni, entre Israel e a Faixa de Gaza, informou um porta-voz militar.


