Diminui novas infecções por HIV, anuncia Unaids
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terça-feira, 29 de julho de 2008
Folhapress 
Brasília- As novas infecções pelo HIV caíram 10% entre 2001 e 2007, de 3 milhões para 2,7 milhões, mostra relatório divulgado ontem pelo Unaids. O braço da ONU para a Aids não tem números do intervalo porque a metodologia mudou e só os dados de 2001 foram revistos. Apesar da tendência, o número ainda é considerado alto: em média, 7.400 pessoas no mundo contraem Aids por dia. Segundo o Unaids, há hoje 33 milhões de pessoas com HIV.
A alta prevalência é ajudada também pela maior expectativa de vida proporcionada pelos antiretrovirais -o acesso a esse tipo de medicamento cresceu dez vezes de 2002 para 2007, embora cubra apenas 33% das necessidades, diz a Unaids.
Mas o coordenador do Unaids no Brasil, Pedro Chequer, adverte para um contra-efeito da melhora da qualidade de vida do portador: ''À medida em que a Aids perdeu aquela face adversa de morte, muitos jovens deixaram de usar o preservativo. É preciso retomar o processo de mobilização social''.
O órgão da ONU registra que o Ministério da Saúde brasileiro distribuiu aos Estados 30% mais preservativos no primeiro semestre deste ano do que em todo o ano passado.
Dos infectados no mundo, 50% são mulheres e 45% são jovens de 15 a 24 anos. A região com maior prevalência do HIV é a África Sub-Saariana, com 22 milhões de infectados (dois terços da epidemia mundial), e a menor, Ásia oriental (740 mil).
Na América Latina, são 1,7 milhão de pessoas, das quais 44% estão no Brasil -o país tem 0,6% da população entre 15 e 49 anos com o vírus.
No topo da lista estão países africanos, como Suazilândia (26,1%), Botsuana (23,9%), Lesoto (23,2%) e África do Sul (18,1%), que apresentaram uma estabilização em patamares ''extremamente altos''.
Parte da melhoria nos países africanos se deve ao maior uso do preservativo e ao menor índice de atividade sexual precoce em sete países.


