O chefe dos bombeiros de Nova York, Thomas von Essen, declarou segunda-feira que está a ponto de admitir que não há mais sobreviventes nas ruínas do World Trade Center. ''Estou a ponto de admitir que todos estão mortos'', destacou em entrevista à CNN, quase duas semanas depois dos atentados do dia 11 de setembro. ''Quanto mais o tempo passa, mais as famílias aceitam o fato de que são mínimas as possibilidades de que alguém ainda esteja vivo'', disse.
Por seu turno, o prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, disse ontem que a emissão de atas de morte é ''um reconhecimento'' às duas semanas transcorridas desde os atentados terroristas ao World Trade Center sem o resgate de pessoas com vida.
Giuliani indicou que os trabalhos de resgate na ''zona zero'' continuam como antes ''com muito cuidado e delicadeza'', mas os familiares dos desaparecidos poderão começar, hoje, a pedir a emissão das atas de morte de seus entes queridos.
''Sei que este é um processo muito difícil e por isso as famílias poderão decidir quando emitir a ata de morte'', disse Giuliani, em entrevista à imprensa.
DesaparecidosO prefeito informou que o número de desaparecidos nos atentados de 11 de setembro contra o World Trade Center em Nova York é de 6.398 pessoas, e que foram recuperados 279 corpos. O número de pessoas dadas como desaparecidas ''mudou e vai continuar mudando'', avisou Giuliani, destacando a dificuldade na contagem das vítimas.
Giuliani citou, também, ''queda acentuada'' nas taxas de criminalidade da cidade nas duas semanas após os atentados. ''Na semana passada, foram quatro homicídios, enquanto que na mesma época do ano passado tivemos dez'', lembrou. Na última semana houve uma redução de 18%, disse Giuliani, ressaltando que Nova York é uma das cidades mais seguras dos Estados Unidos.

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