Nova York - A presidente Dilma Rousseff, que foi a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) ontem em Nova York, revelou ontem sua ''extrema preocupação'' com a crise econômica mundial e os efeitos que pode ter nos países em desenvolvimento.
''Os países em desenvolvimento aparecem como um fator positivo na economia global, mas também sofrem os efeitos de uma crise nascida da insensatez e da incapacidade política de comandar a economia'', afirmou a presidente. Dilma afirmou ainda que mesmo os países ainda não contagiados pela crise ''não podem ficar em uma situação confortável e passiva, olhando os fatos acontecerem''.
A presidente destacou que o Brasil está hoje em uma situação ainda melhor para enfrentar as turbulências econômicas do que em 2008, quando foi um dos primeiros a sair da crise. Dilma garantiu que o País tem mais reservas, um mercado interno ainda maior que três anos atrás e fundamentos econômicos sólidos, mesmo que ainda tenha desafios a enfrentar.
''Um desses desafios é consolidar nosso mercado interno e assegurar que ele garanta não só oportunidades de investimento não só para brasileiros e outros países, mas que um grande mercado interno sirva de âncora para que possamos enfrentar os momentos mais turbulentos dos próximos anos'', disse a presidente.
Dilma comentou ainda a sensação de ter sido a primeira mulher a abrir uma assembleia geral das Nações Unidas. No discurso na ONU, a presidenta disse que a crise global é ao mesmo tempo econômica, de governança e de coordenação política. Dedicou ainda seu discurso a todas as mulheres do mundo. ''Foi um momento especial para mim, para o Brasil e para as mulheres do mundo. Vou levar essa lembrança da presença calorosa das mulheres deste plenário', disse Dilma.

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