Brasília - Diante da crise política e instabilidade econômica, a presidente Dilma Rousseff aproveitou a visita da chanceler alemã, Angela Merkel, ao Brasil para reforçar a importância da parceria com a Alemanha, quarta maior economia do mundo. "Nesse cenário de incertezas quanto à recuperação da economia internacional, sabemos o quanto é importante essa parceria. A Alemanha é um dos principais investidores no Brasil, seu maior parceiro comercial [na União Europeia]", disse.
A presidente fez um apelo a empresários alemães para que invistam nas áreas de infraestrutura, participando do processo licitatório da segunda etapa do Programa de Investimento em Logística, e também do de energia elétrica. "Ressaltei [a Merkel] as oportunidades para ampliação dos investimentos da Alemanha no Brasil, especialmente em infraestrutura e energia elétrica", afirmou. Atualmente, 1.600 empresas alemãs atuam no Brasil. A visita ocorre num momento sensível para os dois governos. Dilma tenta usar a visita da líder europeia para mostrar prestígio externo num momento de fragilidade política. Na Alemanha, Merkel enfrenta forte oposição dentro do próprio partido por causa do terceiro pacote de ajuda à Grécia, de 86 bilhões de euros (R$ 330 bilhões).
O vice-ministro das Finanças da Alemanha, Jens Spahn, disse que a economia brasileira precisa criar um ambiente que transmita mais segurança visando atrair investidores estrangeiros. "Nós precisamos ter certeza do que diz respeito a cobrança de impostos, por exemplo, e de taxas de retorno. Mas o que é importante é a informação regulatória", afirmou Spahn.

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