Dilma: Não se pode relativizar golpe
Folhapress
Brasília - A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse ontem que não se pode relativizar o golpe em Honduras e que a América Latina não deve compactuar com esse tipo de situação. O golpe não é relativo; não vou discutir nem relativizar o golpe. Não cabe ao governo brasileiro fazer isso. O governo simplesmente se posicionou a uma situação dada. Não podemos ficar discutindo em que circunstâncias ele foi feito. A gente tem de valorizar que na América Latina não deve mais ter golpe de Estado. Não podemos compactuar com
isso.
Dilma evitou criticar a atitude do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que está abrigado na embaixada do brasileira e tem utilizado o local para conclamar a população à desobediência civil.
Ela comparou a situação de Zelaya a de asilados políticos brasileiros na década de 70. Contestada sobre o status de Zelaya, que segundo o governo brasileiro não é asilado político, a ministra respondeu que o importante é valorizar a democracia.





