Dilma defende reforma urgente da ONU
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terça-feira, 25 de setembro de 2012
<br> Agência Estado <br> 
São Paulo - A presidente Dilma Rousseff defendeu ontem, no discurso de abertura da 67 Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, a urgente reforma da instituição. ''A crise iniciada em 2008 mostrou que é necessário reformar os mecanismos de governança econômica. As guerras e os conflitos regionais mais intensos, com trágicas perdas de vidas humanas e enormes prejuízos materiais demonstra a imperiosa urgência de reforma institucional da ONU e de seu Conselho de Segurança'', disse a presidente, arrancando aplausos da plateia.
Ainda na defesa da reforma do Conselho da ONU, Dilma alertou para o fato de ele estar sendo substituído por coalizões que se formam à sua revelia, fora de seu controle e às margens do direito internacional. ''É clara a ilegalidade e essa não é uma opção aceitável'', ressaltou, frisando: ''O Brasil lutará para que prevaleçam as decisões legítimas da ONU.''
A presidente também defendeu o direito dos países emergentes de protegerem suas economias, em meio às pressões das potências industrializadas. ''Não podemos aceitar que medidas comerciais legítimas de defesa dos países em desenvolvimento sejam injustamente classificadas de protecionismo'', afirmou Dilma no discurso de abertura do encontro anual da ONU em Nova York. Primeira chefe de Estado a falar na Assembleia da ONU, Dilma ressaltou que o uso deste tipo de medidas faz parte das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Brasil e Estados Unidos travam uma dura batalha comercial depois da decisão do governo brasileiro de elevar as tarifas de importação de 100 produtos.
Segundo a UE, as medidas protecionistas de alguns países do Mercosul dificultam a possibilidade de alcançar um acordo de livre comércio entre ambos os blocos.
O Brasil e outros grandes países emergentes vêm sofrendo desde o início da crise econômica uma forte pressão sobre suas moedas por causa da política monetária expansionista, principalmente nos Estados Unidos, para enfrentar a recessão.


