France PresseFiImagem da TV australiana mostra homem ferido em hospital de DiliTiroteios ocorreram ontem pelo segundo dia consecutivo em Dili, capital do Timor Leste, e um líder miliciano antiindependência alertou que uma guerra civil poderia eclodir se aumentassem os conflitos com os rivais separatistas.
Pelo menos 15 pessoas foram assassinadas desde sábado, quando milicianos lançaram um ataque sangrento contra ativistas pela independência em Dili. Jornais e diplomatas estrangeiros em Jacarta, capital da Indonésia, estimam o número de mortos em 20.
O vencedor do Prêmio Nobel da Paz, o bispo católico timorense Carlos Belo, e outras pessoas acusam os militares de pouco fazer para conter as gangues contrárias à independência desta ex-colônia portuguesa.
Testemunhas disseram que duas pessoas foram assassinadas neste domingo em um confronto num mercado de Becora, na periferia ao leste da cidade. Elas disseram que soldados abriram fogo contra uma multidão depois de membros de uma milícia antiindependência afirmarem ter sido superados em número por separatistas.
Uma testemunha disse ter visto um homem ‘‘ser morto na nossa frente. Nós corremos por nossas vidas.’’ A polícia informou que apenas um homem morreu ontem.
Moradores acuados disseram que grupos paramilitares, com armas do exército e de fabricação caseira, perambulavam pelas ruas desertas. A maioria utilizava bandanas com as cores nacionais da Indonésia - branca e vermelha.

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