Dificuldades técnicas marcam 5º dia de buscas
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sexta-feira, 05 de junho de 2009
Monica Bernardes<br>Agência Estado 
Recife - O quinto dia de buscas pelos destroços do Airbus foi marcado por dificuldades técnicas nas operações de rastreamento em função do mau tempo na região do arquipélago de Fernando de Noronha. ''A situação meteorológica na área está bastante ruim. Temos muita chuva e visibilidade baixa'', afirmou o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Força Aérea Brasileira (FAB).
Questionado sobre a falta de provas materiais de que a queda do avião teria de fato acontecido na região, o brigadeiro retrucou. ''A mancha de querosene, a poltrona e alguns pedaços da parte interna e da fiação da aeronave foram avistadas na região. Mas naquela ocasião, esses destroços, que faziam parte de uma área de aproximadamente três quilômetros, não eram a prioridade. Estávamos em busca primeiramente de sobreviventes ou de corpos.''
Uma fonte ligada ao comando militar da Aeronáutica, que não quis ser identificada, afirmou que duas hipóteses estão sendo discutidas pelos especialistas que estão em Recife e em Fernando de Noronha. A primeira seria de que o avião não teria explodido e os corpos estariam no fundo do mar, presos na fuselagem. A outra hipótese avaliada seria a de que a ausência de corpos deve-se à presença de tubarões na região. O comando militar não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.


