São Paulo - As autoridades francesas anunciam na próxima segunda-feira se existem condições de acessar os dados das caixas-pretas do Airbus da Air France que caiu quando fazia o voo Rio-Paris em 2009. Mas o BEA (Birô de Investigações e Análises), órgão do governo francês responsável pela investigação do acidente, afirmou ontem que os diálogos dos pilotos não serão divulgados. As informações são da Agência Brasil.
''As transcrições só virão a público se as informações forem importantes para a investigação'', disse Jean-Paul Troadec, diretor do BEA, à emissora pública francesa, Rádio França Internacional.
Anteontem chegaram a Paris as duas caixas-pretas do avião que fazia o voo 447, resgatadas do fundo do Atlântico nos dias 1º e 3 de maio após ficaram quase dois anos submersas a 3.900 metros.
Segundo Troadec, o aspecto exterior dos aparelhos é bom, o que prova que resistiram à queda no oceano, mas não é possível afirmar ainda se os dados foram preservados. Ele disse acreditar ''bastante'' que o órgão possa utilizar os dados na investigação do acidente.
O BEA considera que uma falha nos sensores de velocidade -as sondas Pitot- foi um dos fatores do acidente, mas acredita que só terá a explicação definitiva da tragédia se conseguir analisar os dados das caixas-pretas do Airbus A330.

mockup