As conversações entre os partidos norte-irlandeses (protestantes e católicos) para dar um novo impulso ao processo de paz na Irlanda do Norte foram interrompidas, ontem, depois de alcançar as ‘‘bases para um novo acordo’’, informaram os governos patrocinadores - Grã-Bretanha e República da Irlanda.
O diálogo será retomado no dia 13, esclareceram em declaração conjunta os primeiros-ministros Tony Blair (Grã-Bretanha) e Bertie Ahern (República da Irlanda). Segundo eles, o novo acordo prevê um ‘‘ato de reconciliação em que serão destruídas armas terroristas’’.
Blair e seu colega irlandês, Bertie Ahern, divulgaram uma declaração conjunta contendo as bases de uma fórmula de compromisso para o controvertido desarmamento do clandestino Exército Republicano Irlandês, IRA.
Mas o resultado final foi que a interrupção nas negociações prejudicou os planos britânicos de implementar o Acordo de Paz da Sexta-Feira Santa em seu aniversário, hoje.
Aclamado como um milagre político, o acordo é voltado para os interesses opostos da maioria protestante que quer que a Irlanda do Norte continue com a Grã-Bretanha e da minoria católica que sofre discriminação e vê a província como parte da Irlanda.
A criação de uma coalizão de gabinete entre católicos e protestantes é um dos principais pontos do acordo.
Interferência de Clinton O presidente dos EUA, Bill Clinton, conversou ontem por telefone com os premieres inglês, Tony Blair, e irlandês, Bertie Ahern, na véspera do primeiro aniversário do acordo de paz para a Irlanda do Norte.
O porta-voz da Casa Branca, Joe Lockhart, afirmou que os dois dirigentes europeus ligaram para Clinton antes que ele abandonasse a Casa Branca para viajar para Norfolk (Virginia), onde falou com militares sobre a situação em Kosovo.
Lockhart não deu detalhes sobre o diálogo.
Blair e Ahern tentam desde segunda-feira estimular os partidos políticos locais a chegar a um acordo.

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