Dia do Trabalho é marcado por manifestações
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segunda-feira, 01 de maio de 2006
Das agências 
São Paulo - Centenas de milhares de pessoas participaram ontem de protestos no feriado do Dia do Trabalho em vários países. Na Bolívia, o presidente Evo Morales anunciou a nacionalização da bacia petrolífera em uma cerimônia realizada na jazida de San Alberto, em Caraparí, Sul do país.
A medida afeta cerca de 25 empresas multinacionais, entre elas Repsol (Espanha), Petrobras (Brasil), British Gas e British Petroleum (Inglaterra) e a Total (França). Tropas do Exército tomaram o controle dos campos petroleiros bolivianos após a decisão do governo de nacionalizá-los.
A medida tenta assegurar o funcionamento das estruturas de produção para garantir o abastecimento normal de energia e o cumprimento de compromissos como o fornecimento do mercado interno. A empresa estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) tomará o controle dos campos petroleiros, enquanto as companhias estrangeiras que operam o produto deverão regularizar sua situação no país com novos contratos em um prazo de 180 dias.
Em Cuba, o presidente Fidel Castro anunciou que a economia do seu país cresceu 12,5% no primeiro trimestre deste ano, com relação ao primeiro trimestre do ano passado, impulsionada, sobretudo, pelos ''serviços de alto valor agregado prestados pelo país''. Este ritmo de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) é superior ao alcançado em 2005 (11,8%), disse à multidão que o ouvia em Havana em comemoração ao 1º de maio.
No México, milhares de trabalhadores iniciaram pela manhã três marchas de protesto em comemoração da data, enchendo as ruas do centro histórico da capital, informou a secretaria de Segurança Pública local.
Europa Cerca de um milhão de pessoas participaram de manifestações no continente europeu. Milhares de pessoas marcharam pelo centro de Londres, em uma manifestação pacífica contra cortes de empregos e a favor dos pensionistas.
Na Alemanha, dezenas de milhares de pessoas protestaram em Berlim contra possíveis reformas nos direitos sociais durante o governo conservador da chanceler Angela Merkel. O líder sindical Michael Sommer, do grupo DGB, criticou os planos do governo de prolongar para dois anos o período em que os trabalhadores podem ser demitidos sem justa causa e sem receber indenização, segundo a agência de notícias France Presse.
O líder sindical lembrou os recentes protestos na França, por causa de uma proposta semelhante do governo, afirmando que o que é injusto na França também é injusto na Alemanha.
Na França, sindicatos organizaram mais de 100 protestos em todo o país, pedindo segurança no emprego. Na Itália, líderes sindicais vaiaram dois ministros do governo de Silvio Berlusconi, derrotado nas recentes eleições e na Rússia, milhares de comunistas participaram de uma manifestação no centro de Moscou.


