Dezessete italianos morrem no Iraque
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quinta-feira, 13 de novembro de 2003
France Presse 
Nassiriyah, Iraque Oito iraquianos e 17 italianos morreram no duplo atentado, ontem, contra uma base militar italiana em Nassiriyah (sul do Iraque), segundo os últimos balanços entregues pelo hospital principal da cidade e pelas autoridades italianas.
Pelo menos 17 italianos, entre eles um civil, morreram no atentado, segundo o último balanço anunciado pelo ministro italiano da defesa, Antonio Martino, na câmara de deputados. Martino afirmou também que o ataque, o primeiro contra uma base militar italiana no Iraque, foi ''planejado e realizado'' pelos fedayines de Saddam Hussein, a milícia fiel ao deposto presidente iraquiano.
Conforme fontes do hospital geral de Nassiriyah (375 km ao sul de Bagdá), ''oito civis iraquianos morreram e 59 ficaram feridos'' neste atentado contra o contingente italiano instalado no Iraque, que conta com 2.400 militares.
Um oficial de polícia iraquiano disse à AFP que o atentado foi realizado por duas pessoas que utilizaram um caminhão-tanque por volta das 3H00 de Brasília. ''Era um caminhão-tanque no qual viajavam duas pessoas'', disse o oficial, que pediu o anonimato. ''Um dos dois (atacantes) disparou contra os guardas na entrada de uma das guaritas do exército italiano em Nassiriyah, enquanto o outro conduzia o veículo'', afirmou, antes de precisar que ''a explosão ocorreu na entrada, destruindo 70% do prédio de três andares''.
Antes, Marina Catena, conselheira política do enviado especial italiano ao Iraque, Antonio Armellini, falou de dois carros-bombas que explodiram de maneira quase simultânea e afirmou que a explosão causou um incêndio em um arsenal de munições da base.
Depois do atentado, que suscitou uma onda de condenações, o chefe do governo italiano Silvio Berlusconi manifestou a ''determinação'' da Itália de prosseguir sua missão no Iraque para ajudar a reconstruir esse país. ''Nossa determinação é a mesma dos italianos fardados que honram a coalizão comprometida em dar seu apoio ao Iraque em seu caminho para a democracia. Nenhuma intimidação mudará nossa vontade de ajudar esse país a construir um governo, sua segurança e sua liberdade'', afirmou Berlusconi em um comunicado.
Entrementes, o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, anunciou que o presidente americano, George W. Bush, se reuniu ontem com o administrador civil do Iraque, Paul Bremer, em Washington. Segundo a imprensa americana, os Estados Unidos podem estar pensando em acelerar a transferência da soberania aos iraquianos.
Por outro lado, dois soldados americanos morreram em ataques em Bagdá e ao norte da capital, segundo o exército, elevando assim a 156 os militares americanos mortos em combate no Iraque desde o fim oficial das operações em 1º de maio passado.
Em Faluja, 50 km ao oeste de Bagdá, os militares americanos mataram cinco civis iraquianos ao disparar contra um caminhão na entrada da cidade.
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