São Paulo - Ao menos 22 pessoas morreram, entre elas 13 crianças, em dois naufrágios nas imediações das ilhas gregas de Kalymnos e Rodas, quando tentavam realizar a travessia entre a Turquia e a Europa pelo mar Egeu. Um dos barcos, perto de Kalymos, levava mais de 150 migrantes quando virou. Foram resgatados 138, mas 19 dos passageiros, a maioria mulheres, crianças e bebês, morreram afogados. Em Rodas, outro naufrágio provocou a morte de três pessoas, e outras três continuavam desaparecidas. Seis outras foram resgatadas. Segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), 562.355 refugiados chegaram à Grécia só neste ano.
Outras 40 pessoas podem ter morrido na costa espanhola, ontem, após um barco inflável que os transportava do Marrocos à Europa ter naufragado. Segundo a Marinha espanhola, 15 pessoas sobreviveram ao acidente, quatro corpos foram encontrados e outras 35 pessoas ainda estão desaparecidas.
Em declaração ao Parlamento grego, o primeiro-ministro Alexis Tspiras defendeu a cooperação da União Europeia com a Turquia para que a realocação dos migrantes pelo continente europeu aconteça a partir daquele país e da Grécia, evitando assim outros naufrágios. "Nossa primeira obrigação é salvar vidas e não permitir que o mar Egeu se converta em um cemitério." Ele também pediu que o bloco condene oficialmente a decisão de alguns Estados-membros de erguer muros e barreiras para fechar suas fronteiras.
De acordo com Tsipras, o governo grego está comprometido com a construção de centros de acolhida para alojar até 20 mil pessoas. Também será fornecida ajuda financeira para que outros 20 mil refugiados possam viver de aluguel.

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