O grande evento do esporte mundial em 1996 foram os Jogos Olímpicos de Atlanta, no estado norte-americano da Geórgia. Foi o centenário dos Jogos da era moderna. Milhares de atletas competiram e milhões de pessoas vibraram em todo o mundo. Foi, também, a melhor participação brasileira em Olimpíadas.
O esporte brasileiro brilhou: conquistamos 15 medalhas, das quais três de ouro, três de prata e nove de bronze. Ficamos em 25º lugar na classificação geral, o que é expressivo porque quase duas centenas de países participaram. As meninas brasileiras foram estrelas de primeira grandeza, com uma bela equipe de futebol, outra de vôlei, outra de basquete e duas duplas imbatíveis no vôlei de praia. Em Atlanta foram feitas as primeiras conquistas femininas brasileiras de medalhas olímpicas, acontecendo também a inédita presença do Brasil disputando com ele mesmo uma final, no vôlei de praia feminino.
As medalhas O Brasil começou os Jogos ganhando medalha e as foi acumulando ao longo das duas semanas de competição.
As alegrias surgiram logo no primeiro dia: o nadador Gustavo Borges conquistou medalha de prata nos 200 metros livres. No dia seguinte foi a vez de Aurélio Miguel, no judô. Por pouco não repetiu o ouro da Olimpíada de Barcelona. Mas conquistou bronze.
Mais um dia, outra medalha. De novo Gustavo Borges, desta vez com o bronze nos 100 metros. Duas medalhas em Atlanta, três em sua vida olímpica, um recorde. Depois, foi a vez de outro nadador, Fernando Sherer, o Xuxa. Ganhou bronze nos 50 metros. O judô também continuou em evidência e Henrique Guimarães ganhou mais um bronze.
O primeiro ouro veio junto com a segunda de prata e foram as primeiras medalhas femininas do Brasil numa Olimpíada. Tudo aconteceu na final do vôlei de praia, quando Jaqueline e Sandra decidiram com Mônica e Adriana o primeiro e o segundo lugar da modalidade. Elas eram naquele momento ‘‘a Pátria de biquini’’, como definiu Jaqueline. No fim, ouro para ela e Sandra, prata para Mônica e Adriana e uma festa nacional.
Em seguida foi a vez do iatismo: Torben Grael e Marcelo Ferreira ganharam ouro na classe star, enquanto Lars Grael e Kiko Pelicano conquistaram bronze, no tornado.
A terceira medalha de ouro do Brasil veio também com o iatismo: Robert Scheidt, na classe laser. O hipismo ganhou bronze, medalha também inédita. O futebol masculino decepcionou, mas ficou com o bronze. Dos tetracampeões mundiais esperava-se muito mais. Mas para o vôlei de quadra feminino, o bronze, medalha inédita, foi uma festa. E o basquete feminino ganhou também outra medalha inédita, a prata.
O atletismo também conquistou medalha: o bronze, no revezamento 4x100 masculino.
Sem medalha, brilharam o futebol feminino e o tenista Fernando Meligeni, ambos com a quarta colocação.
O evento lamentável da competição foi um atentado a bomba no Parque do Centenário que causou duas mortes e feriu dez pessoas. Até agora não foram descobertos os responsáveis.
Mundial
O futebol de salão resgatou, neste final de ano, um pouco do brilho do esporte não-olímpico brasileiro, ao conquistar pela quinta vez o Mundial da modalidade, disputado na Espanha.

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