France Presse‘‘Door of No Return’’Bill Clinton e o presidente do Senegal, Abdou Diouf, observam o cais de onde partiam os navios negreiros na ilha de Goree, grande centro do tráfico de escravos nos séculos passadosBill Clinton selou ontem no Senegal sua primeira viagem por seis países da África negra com uma visita à ilha de Goree, grande centro do tráfico de escravos nos séculos passados e símbolo do legado africano dos Estados Unidos.
De forma muito significativa, a Casa Branca escolheu esta ilha carregada de história para o último acontecimento desta viagem de 11 dias, um discurso que, apesar de evocar o passado, deve ser consagrado ao futuro das relações entre Estados Unidos e o continente africano.
Com este final em Goree, a viagem do presidente americano termina de certa maneira como começou, dia 23, com a visita ao castelo de Osu, sede do governo de Gana, que durante muito tempo foi lugar chave do comércio de escravos. Mais de 30 milhões de negros americanos têm suas raízes na África, de onde seus ancestrais foram arrancados pelos negreiros que os venderam ao país.
Clinton chegou à ilha nas primeiras horas da tarde, após ter visitado a mesquita de Dacar, um homenagem aos senegaleses, com maioria esmagadora de muçulmanos.
Primeiro visitou a Casa dos Escravos, onde eram encerrados antes de serem embarcados para o Novo Mundo e que hoje funciona como museu.
Depois participou de uma mesa redonda sobre a democracia e os direitos humanos na África para a qual a Casa Branca havia convidado nove personalidades da República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire), Costa do Marfim, Quênia, Libéria, Nigéria, Uganda, Senegal, Zâmbia e Zimbabue.

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