"Viva Tata Madiba, viva!", gritavam os sul-africanos que caminhavam, corriam e cantavam apesar da forte chuva que caiu na quinta-feira sobre a cidade de Joanesburgo, em direção ao estádio de Soweto (também conhecido como Soccer City), determinados a homenagear o Tata (Pai) Nelson Mandela. "Se ele foi capaz de ficar atrás das grades por 27 anos por nós, o que é um dia de chuva forte?", refletiu Musa Mbele. Milhares de pessoas usaram o serviço de trem grátis que foi oferecido para chegarem do centro de Johannesburgo até o estádio, misturando-se com animação nas plataformas de embarque e nos compartimentos do trem - homens e mulheres de todas as idades e raças.
"Estou indo para o memorial para me sentir mais perto do espírito nacional, para sair da minha bolha", disse o africâner branco Marcel Boezaart, de 26 anos. Uma nação jovem e ainda marcada por vários problemas se despede com alegria do seu precioso herói, ex-presidente e fundador de uma sociedade livre do apartheid. "Eu nasci livre", disse a estudante de engenharia de 19 anos Luyanda, com um grande sorriso. "Nos primeiros dias após a morte de Mandela, eu chorei, mas hoje é um dia de celebração", completou.
Os sul-africanos começaram a se reunir antes do amanhecer para garantir um lugar no estádio e se juntar aos cerca de 100 chefes de Estado e de governo que vieram prestar homenagens à vida e ao legado de Mandela. O enterro de Mandela foi no domingo.

Mandela ficou preso entre 11 de junho de 1964 e 11 de fevereiro de 1990. Quatro anos depois, em 1994, seria eleito presidente da África do Sul

O regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994 chegou a privar os negros de sua cidadania, oferecendo aos negros serviços inferiores aos dos brancos na saúde, educação e outros serviços públicos

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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