Desfile em Pyongyang mostra força de líder norte-coreano
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terça-feira, 10 de maio de 2016
Folhapress 
São Paulo - Milhares de norte-coreanos compareceram a uma combinação de comício e desfile de grande porte ontem, na Praça Kim Il Sung, na capital Pyongyang, quando o líder Kim Jong-un coroou a consolidação de seu poder no congresso do partido único e formalizou a autoafirmação do país como uma potência nuclear.
Kim usou o congresso, o primeiro em 36 anos, para enfatizar o objetivo da Coreia do Norte de expandir seu arsenal nuclear, um desafio a sanções da Organização das Nações Unidas (ONU), embora tenha dito que as armas só serão usadas se a nação for ameaçada com armamentos semelhantes.
O líder também delineou um plano de cinco anos para ressuscitar a economia enfraquecida do país isolado, mesmo tendo sido vago quanto a metas. O partido endossou a política "Byongjin" de Kim - estimular simultaneamente o desenvolvimento econômico e a busca de armas nucleares.
A Coreia do Norte desenvolveu uma campanha de 70 dias de produtividade acelerada na véspera do congresso partidário, incluindo enfeitar a capital, uma tarefa rigorosa que deixou muitas pessoas exaustas, segundo moradores ocidentais. Mas não houve sinal de abatimento no evento de ontem, quando milhares gritaram "viva para sempre!", acenando com flores rosadas enquanto passavam diante de Kim e de outras autoridades do alto escalão. Os norte-coreanos praticaram por semanas para o ato; a participação era considerada mandatória.
"Ensaiamos dia sim, dia não para este evento", disse Yun Song Hua, de 25 anos, estudante de Medicina na Universidade Kim Il Sung. "Estou orgulhosa de poder participar de um evento como este, com nosso líder aqui conosco."
O jovem líder Kim, que ascendeu ao poder em 2011 após a morte súbita do pai, assumiu o novo título de presidente do comitê do partido na segunda-feira. A promoção - seu título anterior na legenda era primeiro-secretário - já era prevista por analistas, que acreditavam que Kim usaria o congresso para consolidar seu poder. O primeiro congresso do partido desde 1980 foi visto por observadores da nação comunista como uma manobra para restaurar o papel central do partido e diluir o peso político dos militares.


