Desespero marca busca por sobreviventes de atentados
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quinta-feira, 24 de março de 2016
France Presse 
Bruxelas - O longo processo de identificação de vítimas dos atentados de Bruxelas deixa em vigília famílias que, dois dias depois, continuam percorrendo hospitais e procurando informações sobre seus parentes. "Quando ligo para os hospitais me dizem que não há pacientes não identificados, mas a polícia me diz que há pacientes ainda não identificados em hospitais de todo o país", afirmou, ao jornal britânico The Times, Charlotte Sutcliffe, mulher do britânico David Dixon, um cientista da computação que há dez anos vive em Bruxelas. A família não tem notícias dele desde que ele enviou uma mensagem dizendo estava bem após a explosão de duas bombas no aeroporto. Suspeita-se que logo em seguida ele tenha entrado no metrô, onde a terceira bomba explodiu.
Sutcliffe disse que havia uma longa fila para dar à polícia todos os dados dos desaparecidos, desde o histórico médico e odontológico até as roupas que usavam.
Outro exemplo do que está acontecendo é o casal norte-americano Justin e Stephanie Shults, dos quais nada se sabe desde que deixaram a mãe dela no aeroporto de Bruxelas. As famílias receberam um aviso do Departamento de Estado dos Estados Unidos assegurando-lhes que o casal havia sido encontrado, mas depois a alegria se transformou em decepção porque a informação estava errada.
Também não há notícias sobre os irmãos americanos Sascha e Alexander Pinczowski, que estavam no aeroporto falando ao telefone com um membro da família quando a explosão foi ouvida. Desde então, silêncio.
Outra grande dificuldade é que se trata de atentados com explosivos particularmente fortes, que deixam os corpos mutilados. Além disso, os investigadores querem ter 100% de certeza na identificação das vítimas.
O número de vítimas dos ataques do aeroporto e do metrô de Bruxelas é de pelo menos 31 mortos - cifra que deve aumentar - e 300 feridos, 61 deles em cuidados intensivos.


