France Presse
De Buenos Aires
A luta contra a corrupção e a insegurança, assim como a ratificação da estabilidade e a paridade cambial foram três dos eixos da campanha eleitoral, que quase não abordou a problemática do desemprego, embora esta seja a maior preocupação dos argentinos. Foi uma longa campanha eleitoral, centralizada na imagem publicitária e de mídia dos candidatos e na guerra de pesquisas, mais do que nas idéias e no debate de programas.
Apesar de que, de acordo com recentes pesquisas, 58% dos cidadãos considerem que a prioridade do próximo governo deve ser combater o desemprego – que chegou a 14,5% da população ativa, segundo dados oficiais, somando-se 14,5% de subempregados, de um total de 37 milhões de habitantes –, esse tema não foi centro de discussão.
Em troca, os principais candidatos se preocuparam em garantir que manterão o modelo econômico e a convertibilidade vigente desde 1991 – pela qual um peso equivale por lei a um dólar –, o que garantiria a estabilidade, buscando dar tranquilidade ao eleitorado e aos mercados.
Os outros dois temas que preocupam os eleitores são a insegurança urbana e a corrupção, assuntos que foram eixos dos debates e promessas.

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