PARIS - Islamitas argelinos são os principais suspeitos do atentado que há três dias foi cometido no metrô de Paris, deixando dois mortos e 93 feridos, mas os investigadores dispõem ainda de poucos elementos concretos para apoiar esta tese.
O ministro do Interior, Jean-Louis Debré, assinalou ontem ‘‘semelhanças muito inquietantes’’ entre o atentado cometido na terça-feira passada e os de 1995, atribuídos ao Grupo Islâmico Armado argelino (GIA), com um saldo de oito mortos e 159 feridos.
Estas semelhanças, segundo as declarações feitas por Debré à emissora radiofônica RTL, não se referiam apenas à ‘‘fabricação do artefato explosivo’’ com pólvora negra e clorato de soda, colocados com grades pregos dentro de um butijão de gás, como também na ‘‘forma de operar’’.
‘‘A pista do GIA’’ ocupou ontem a primeira página da maioria dos jornais parisienses, que destacaram outras semelhanças entre o atentado de terça e os da estação de metrô Saint-Michel de Paris: na mesma hora de grande circulação, na mesma linha de metrô.
O ex-chefe dos serviços de segurança interna (DST) em 1982-85, Yves Bonnet, estimou que ‘‘honestamente não existem outras pistas verossímeis’’ fora o GIA argelino. ‘‘Os outros movimentos que realizam ações de violência jamais cometeram atentados de forma cega’’, acrescentou Bonnet.

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