Bogotá
Passados seis dias do violento ataque da guerrilha colombiana contra uma base militar de comunicações localizada na serra de Patascoy (a sudoeste), se desconhece ainda a sorte de vinte soldados, enquanto os corpos de outros nove foram sepultados ontem.
As famílias dos desaparecidos, que desde a segunda-feira estavam diante das portas do batalhão Boyacá, na cidade de Pasto, a mais próxima da serra, pediram à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que informassem sobre a sorte dos filhos. Em uma cerimônia coletiva, foi celebrado o funeral dos nove militares cujos corpos foram resgatados do topo da serra e levados para Pasto, a capital do Estado de Nari¤o, na fronteira com o Equador.
O funeral foi celebrado em meio a uma manifestação de lenços brancos, agitados pelos moradores de Pasto, que pediram paz à guerrilha do país. Durante a cerimônia, o bispo da cidade se ofereceu publicamente como mediador ante as FARC, caso o grupo guerrilheiro tenha capturado os soldados desaparecidos.
Ao ataque sobreviveram quatro militares, dos quais três conseguiram chegar a Pasto, ajudados por um camponês. Outro ficou ferido. Outro soldado morreu ao cair de um abismo, quando tentava fugir, segundo contaram três soldados que na terça-feira passada chegaram ao batalhão Boyacá, ao qual pertenciam os 34 homens destacados na serra de Patascoy, onde funcionava uma estratégica estação de comunicações do Exército.
No violento ataque, realizado por cerca de 300 guerrilheiros na madrugada de domingo, foram arrasadas com mísseis e granadas as precárias instalações militares, segundo o depoimentos dos sobreviventes.

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