Arqueologistas egípcios encontraram no principal canteiro de obras dos faraós, no Alto Egito, a confirmação de sua teoria sobre os métodos utilizados pelos antigos egípcios para extrair blocos de pedra gigantes, afirmou ontem o diretor da equipe.
O canteiro está localizado perto de Assuã (situado a900 quilômetros ao sul da capital, Cairo), na zona em que está o obelisco inacabado. O monumento, de 42 metros de altura e um peso estimado de 1.197 toneladas, deixou de ser talhado porque os faraós encontraram uma fissura no granito. Se fosse concluído, teria sido o maior obelisco jamais conhecido, de acordo com os técnicos.
Os arqueólogos do ministério da Cultura egípcio começaram a retirar há um ano cerca de 50 mil metros cúbicos de terra e ruínas para examinar a superfície do local, de 5 mil anos de antiguidade, declarou Essam Wali, diretor da equipe.
Conforme detalhou Essam Wali, os egípcios cavavam buracos nas rochas com mais de dez metros de profundidade, para assegurar-se da solidez da pedra. Depois acendiam fogo nessas cavidades, para dilatar a rocha, e refrescavam o bloco de pedra com água.
Para a retirada da pedra, os operários dos faraós colocavam madeira nos vãos e regavam com água para que ela se desprendesse gradualmente sem se quebrar. O chefe da equipe anunciou, além disso, que a equipe descobriu o declive utilizado para transportar os blocos até os barcos no Nilo.
Foram descobertas também inscrições feitas com óxido de ferro que serão examinadas para estabelecer se se trata de um dialeto faraônico, de um método aritmético, ou simplesmente de obras de arte.

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