A di­vul­ga­ção de uma es­ti­ma­ti­va ­mais pre­ci­sa so­bre o va­za­men­to de pe­tró­leo no gol­fo do Mé­xi­co trans­for­ma o aci­den­te da pla­ta­for­ma sub­ma­ri­na da BP no ­maior de­sas­tre am­bien­tal da his­tó­ria dos EUA. O flu­xo do va­za­men­to, se­gun­do cien­tis­tas do go­ver­no e téc­ni­cos in­de­pen­den­tes, é de 2 mi­lhões a 3 mi­lhões de li­tros de pe­tró­leo. A es­ti­ma­ti­va usa­da pe­la pe­tro­lí­fe­ra até ago­ra era de 800 mil li­tros por dia. Ao to­do, te­riam va­za­do até ago­ra, de­pois de cin­co se­ma­nas, al­go en­tre 68 mi­lhões e 148 mi­lhões de li­tros de pe­tró­leo. O va­za­men­to que de­ti­nha o re­cor­de na cos­ta ame­ri­ca­na até ago­ra era o do na­vio-tan­que Ex­xon Val­dez, que ha­via des­pe­ja­do 42 mi­lhões de li­tros no Alas­ca em 1989. ‘‘Ago­ra nós sa­be­mos a es­ca­la ­real do mons­tro que es­ta­mos com­ba­ten­do no ­golfo’’, dis­se Je­remy ­Symons, vi­ce-pre­si­den­te da Fe­de­ra­ção Na­cio­nal de Vi­da Sel­va­gem. ‘‘A BP li­ber­tou uma for­ça ir­re­freá­vel de pro­por­ções pa­vo­ro­sas.’’ A no­va es­ti­ma­ti­va do aci­den­te da BP no gol­fo do Mé­xi­co ­saiu um dia ­após a em­pre­sa dar iní­cio a uma ten­ta­ti­va ou­sa­da de ta­par o va­za­men­to com uma mis­tu­ra de bar­ro e li­xo nas tu­bu­la­ções da­ni­fi­ca­das a 1.500 me­tros de pro­fun­di­da­de. A BP, po­rém, pa­rou de trans­mi­tir as ima­gens de ví­deo que mos­tra­vam o va­za­men­to em tem­po ­real, ale­gan­do que as len­tes da câ­me­ra fi­ca­ram su­jas de­mais.
  Atual­men­te ­mais de 20 mil ci­vis e 1,4 mil mem­bros da Guar­da Na­cio­nal es­tão tra­ba­lhan­do nas ope­ra­ções de lim­pe­za do va­za­men­to.


● Líquido oleoso, cuja cor varia segundo a origem, oscilando do negro ao âmbar. É encontrado no subsolo, em profundidades variáveis, e é muito rico em hidrocarbonetos (HC)


● É o maior golfo do mundo, sendo cercado por terras da América do Norte e da América Central; seu subsolo é rico em petróleo

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