France Presse
De Washington
Em maio passado, durante três dias, os ventos solares praticamente desapareceram: o fenômeno nunca tinha sido registrado até então e deixou os cientistas perplexos. Pesquisadores do Laboratório nacional de Los Alamos (Novo México) e do Massachusetts Institute of Technology (MIT) anunciaram ontem ter observado, de 10 a 12 de maio, uma significativa baixa do fluxo de partículas carregadas, principalmente de prótons e elétrons, que escapam permanentemente da coroa solar.
A velocidade desses ventos solares, que bombardeiam normalmente a Terra à velocidade de cerca de 1,6 milhão de km/h, caiu repentinamente a 1 milhão de km/h. Por outra parte, a densidade das partículas dos ventos estimada geralmente entre 5 e 10 prótons por centímetro cúbico, baixou a 0,2 próton por centímetro cúbico.
‘‘Este evento é desconcertante por um certo número de razões’’, destacou um pesquisador de Los Alamos, John Steinberg, ante o Congresso da Sociedade norte-americana de geofísica que é celebrado em São Francisco (Califórnia).
‘‘Primeiro, é extremadamente raro que a densidade dos ventos solares caiam a tal ponto durante tanto tempo’’, disse. Além disso, ‘‘o mistério está reforçado pela velocidade pouco elevada do vento durante o acontecimento’’, acrescentou.
Finalmente, ‘‘quando o vento finalmente voltou, gerou ondas entre as mais importantes vistas pelos cientistas, provocando mudanças de velocidade de hora em hora’’.

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