Desaparecimento do voo MH370 completa um ano
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domingo, 08 de março de 2015
France Presse 
Kuala Lumpur - Um ano após o desaparecimento do voo MH370 permanece o mistério sobre o que teria acontecido com a aeronave. Malásia e Austrália afirmaram ontem que mantêm a esperança de dar uma resposta às famílias dos passageiros.
Um relatório de especialistas independentes publicado domingo em Kuala Lumpur não trouxe nenhum conforto para as famílias e amigos dos desaparecidos, já que traz poucos novos elementos.
O voo MH370, que fazia o trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim, desapareceu dos radares em 8 de março de 2014, com 12 tripulantes e 227 passageiros a bordo, dos quais dois terços eram cidadãos chineses.
Apesar "dos fracos elementos materiais" de que dispõe os investigadores, a "Malásia continua empenhada nas buscas e ainda acredita que o voo MH370 será localizado", declarou o primeiro-ministro malaio Najib Razar em um comunicado.
Vários navios passaram meses sondando o fundo do mar no sul do Oceano Índico, com a ajuda de sonares sofisticados que já rastrearam 40% "de uma área de busca dada como prioritária". Mas a operação conduzida pela Malásia ainda não permitiu encontrar o avião.
Já o primeiro-ministro australiano Tony Abbott disse que, se a operação não surtir efeito, o seu país e seus parceiros vão realizar "outras buscas" em uma área de cerca de 60.000 quilômetros quadrados. No entanto, ele não precisou qual será a nova zona explorada.
Uma equipe independente de especialistas internacionais publicou neste domingo um novo relatório sobre o desaparecimento do Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines.
Até o momento, a explicação mais plausível para este misterioso desaparecimento fornecida pelos investigadores é de que a tripulação e os passageiros teriam perdido a consciência devido a uma queda brusca de oxigênio a bordo da aeronave. O avião teria continuado a voar por várias horas no piloto automático antes de cair no mar, com o combustível esgotado.
O novo relatório não defende qualquer hipótese particular, e também não conseguiu provar qualquer falha mecânica no Boeing 777 antes de seu desaparecimento.
Em Pequim, os parentes dos passageiros se reuniram para lembrar o aniversário do desaparecimento do MH370, apesar de uma forte presença policial. Os policiais bloquearam o acesso à embaixada da Malásia, mas um grupo de 30 pessoas conseguiu protestar em frente ao edifício, exigindo desculpas do governo da Malásia e respostas sobre o desaparecimento da aeronave.


