Calcutá - Integrantes das equipes de emergência lutavam ontem para resgatar dezenas de pessoas que seguiam presas entre os escombros após o desabamento de um viaduto em Calcutá, que deixou ao menos 22 mortos e cem feridos. A princípio, as pessoas começaram a retirar os escombros com as mãos, enquanto o Exército chegava ao local para coordenar o resgate. Depois, os moradores seguiam trabalhando junto às equipes de socorro, utilizando bambus, com o objetivo de encontrar sobreviventes.
Os parentes das pessoas desaparecidas também se dirigiram em desespero ao local.
"Tudo acabou", gritava Parbati Mondal, cujo marido, um vendedor de frutas, está desaparecido.
Os funcionários estavam trabalhando quando um trecho de 100 metros do viaduto desabou sobre uma rua lotada de pedestres e veículos. No local havia uma grua erguendo um carro dos escombros e era possível observar um ônibus que havia sido atingido pelo desabamento, mas não estava claro se transportava passageiros.
Um trabalhador da obra que ficou ferido disse à AFP que durante a manhã os parafusos da estrutura começaram a se afrouxar. "Estávamos pegando duas vigas de aço para os pilares, mas as vigas não suportaram o peso do cimento", disse Milan Sheij, de 30 anos, que depois foi levado ao hospital para ser atendido.
A construção do viaduto de dois quilômetros de comprimento começou em 2009 e deveria ter terminado em 18 meses, mas sofreu uma série de atrasos. Os acidentes durante as construções são frequentes na Índia, onde as leis de segurança trabalhista são frágeis e muitas vezes são utilizados materiais de má qualidade.

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