Derrota tira Kirchner da chefia de partido
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Folhapress 
Buenos Aires, Argentina - Em uma eleição legislativa que se tornou um plebiscito sobre a liderança do casal Néstor e Cristina Kirchner, o atual governo da Argentina sofreu sua maior derrota eleitoral, que acabou com a maioria governista no Congresso e expôs o desgaste da gestão. Como consequência do revés nas urnas, Néstor Kirchner, o ex-presidente que conduziu a recuperação do país pós-crise de 2001, renunciou hoje à presidência do Partido Justicialista (peronista, do governo), que ocupava desde 2008.
O governo perdeu as eleições nos cinco maiores distritos (capital, Província de Buenos Aires, Córdoba, Santa Fé e Mendoza), que somam 67,5% dos votos do país. Venceu em 12 das 23 Províncias, que representam 19,6% do eleitorado.
A derrota mais dura veio no maior distrito, a Província de Buenos Aires (que não inclui a capital). Ali Kirchner conduziu a campanha como candidato à Câmara, numa chapa que contou ainda com o governador, o chefe de gabinete de Cristina e prefeitos, em esforço para evitar um retrocesso ainda maior.
Com 96% das urnas apuradas, a frente governista somava 32,1% dos votos, perdendo a liderança para a Unión-PRO, setor peronista anti-Kirchner, encabeçado pelo empresário Francisco De Narváez, com 34,5%. Em 2007, quando Cristina se elegeu, o governo teve 46% dos votos na Província.
Um abatido Kirchner reconheceu a derrota às 2h10 de ontem. Perdemos por muito pouco. Ganhamos muitas Províncias, estamos satisfeitos.


