Deputados venezuelanos serão processados por atentado contra Maduro
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quarta-feira, 08 de agosto de 2018
France Presse 
Caracas - A Justiça venezuelana processará os parlamentares opositores Julio Borges e Juan Requesens. Eles são acusados pelo presidente Nicolás Maduro de terem atentado assassiná-lo com drones carregados com explosivos. Os deputados tiveram a imunidade suspensa pela governista Assembleia Constituinte e o anúncio do processo foi feito pela máxima corte do país nesta quarta-feira (8).
Borges está exilado desde fevereiro e na véspera compareceu, em Bogotá, à posse do novo presidente da Colômibia, Iván Duque, enquanto Requesens foi detido na noite de terça-feira (7).
O TSJ (Tribunal Supremo de Justiça) "ordena a imediata detenção do congressista" sob a acusação de tentativa de homicídio doloso qualificado contra Maduro", destacou a corte em um comunicado. O tribunal ainda declarou procedente o "ajuizamento de Requesens, a quem Maduro vinculou a confusos fatos ocorridos no sábado passado, durante uma parada militar em Caracas". Como parte do processo judicial, a Assembleia Constituinte, pró-Maduro, retirou a imunidade parlamentar dos dois deputados.
"São os dois primeiros que aparecem apontados pela investigação. A Justiça chegará a todo aquele que esteja envolvido", disse o presidente da Constituinte, Diosdado Cabello, após uma votação à mão levantada.
Borges e Requesens são co-partidários no Primeiro Justiça, do ex-candidato presidencial Henrique Capriles. "Chegaram à residência sem ordem judicial e o levaram à força", relatou a jornalistas Guillermo Requesens, pai do deputado de 29 anos.


