Assunção - A Câmara de Deputados do Paraguai rejeitou um projeto de declaração condenando o Brasil pela construção de um muro na fronteira, em frente à ponte que une os dois países sobre o Rio Paraná. A declaração rejeitada foi iniciativa da deputada do Partido Liberal Zulma Gómez, da oposição.
O Brasil confirmou, recentemente, que iniciou em janeiro trabalhos de reforma de sua alfândega em Foz de Iguaçu, de frente para Ciudad del Este, na Tríplice Fronteira, onde também converge o limite com a Argentina. Os trabalhos, que terminarão em agosto a um custo de cerca de US$ 3 milhões, incluem um muro de 2,5 metros de altura por 1,3 quilômetros de extensão que pretende conter o contrabando da área.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Alfredo Ratti, classificou a construção do muro de uma atitude ''hostil'' do governo de Lula. ''O Brasil é um país soberano e pode fazer o que quiser, mas também é membro do Mercosul e este bloco facilita o livre trânsito de pessoas e mercadorias. Então, é uma contradição'', frisou.
O chanceler paraguaio, Rubén Ramírez, disse, após consultas com seu colega brasileiro, Celso Amorim, que as obras são ''a melhoria da infra-estrutura da segurança''. Milhares de pessoas se dedicam ao contrabando na área.

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