A Câmara de Representantes da Flórida adotou ontem uma polêmica resolução, que outorga diretamente os 25 delegados do estado no Colégio Eleitoral ao candidato republicano à Casa Branca, George W. Bush. Falta só a confirmação pelo Senado estadual amanhã.
Após cinco horas de debates, a Câmara aprovou a resolução por 79 votos contra 41. Dois parlamentares democratas de condados conservadores votaram a favor.
Caso o Senado da Flórida confirme esses termos hoje, o que é previsível pela maioria republicana, a resolução terá força de lei. Assim, não necessitará ser assinada pelo governador do Estado, Jeb Bush, irmão de George Bush.
Os democratas dizem que essa decisão é um escândalo e um confisco do voto popular, e anunciaram que recorrerão novamente à Justiça se a decisão dos deputados for referendada pelo Senado do Estado.
Do lado republicano, há a insistência em se continuar utilizando esse procedimento excepcional, mesmo admitindo sua gravidade. ‘‘É um voto difícil para todo mundo’’, disse Tom Feeney, presidente republicano da Câmara.
Alguns republicanos no Congresso da Flórida esperam que a Corte Suprema de Washington lhes tire um peso do ombro, reconhecendo a vitória de Bush, na disputa da Casa Branca, o que tornaria sem qualquer valor efetivo a decisão política adotada agora pelos deputados.
Os democratas da Flórida ameaçam mobilizar amplamente o eleitorado e utilizar nas próximas eleições locais em 2002 a acusação aos republicanos de terem se omitido diante da expressão da vontade dos eleitores.

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