Os parlamentares da oposição não compareceram ontem à sessão plenária do Congresso mantendo um boicote que haviam decidido na véspera. Eles concordaram em não participar de nenhuma reunião da Casa enquanto os dois protagonistas do escândalo que causou a crise política – Vladimiro Montesinos e o congressista Alberto Kouri – não forem detidos e processados.
Na sessão de ontem, além de votar moções sobre o caso de Kouri (o Congresso, de maioria governista, não está debatendo nenhuma matéria sobre Montesinos), o presidente do Conselho de Ministros, Federico Salas, se apresentaria no fim da tarde para responder perguntas dos deputados sobre a crise.
Os partidos oposicionistas suspeitam que outros 17 deputados eleitos pela oposição, que mudaram de lado nos últimos dois meses (os ‘‘trânsfugas’’), também tenham sido subornados, como ocorreu com Kouri.
A tensão política do país reflete-se no Legislativo, onde, na véspera, deputados do partido Somos Peru envolveram-se em um acalorado bate-boca com a presidente do Congresso, a fujimorista Martha Hildebrandt. ‘‘Além de exigirmos um esclarecimento sobre Montesinos e Kouri, os parlamentares que têm consciência não podemos aceitar a atitude prepotente assumida pela presidente do Congresso, eleita graças aos votos dos trânsfugas’’, disse o deputado do Partido Ação Popular Pedro Morales.
Segundo pesquisa divulgada ontem, a índice de aprovação de Fujimori subiu de subiu de 43,5% para 59,1% em relação a julho. (R.L.)

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