Beirut - O deputado libanês cristão anti-sírio Gebrane Tueni, diretor do jornal de grande tiragem An Nahar, morreu em um atentado em Beirute nesta segunda-feira, na véspera de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o assassinato do ex-premier libanês Rafic Hariri.
Outras três pessoas morreram e dez ficaram feridas, duas delas em estado grave, no mesmo atentado. A Síria condenou o ataque.
Os membros do Conselho de Segurança interrogarão nesta terça-feira o juiz alemão Detlev Mehlis, que entregou no domingo, em Nova York, o resultado de sua investigação sobre o assassinato de Hariri ao secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.
O Range Rover blindado de Gebrane Tueni foi jogado em um precipício pela explosão de um carro-bomba em Mkalles. No momento do ataque, Gebrane Tueni seguia para seu escritório em Beirute. Dez veículos foram pulverizados pela forte explosão e os vidros foram estilhaçados em um raio de 500 metros.
Os corpos de Gebrane Tueni, de 48 anos, e do motorista Nicolas Flouti foram retirados da carcaça queimada do automóvel. As equipes de resgate também retiraram outros dois cadáveres que ainda não foram identificados.
O ataque contra Gebrane Tueni foi o 13º atentado desde o assassinato de Rafic Hariri, em fevereiro de 2005. Todos estes ataques foram executados contra personalidades anti-sírias e das regiões cristãs.
Gebrane Tueni foi eleito deputado por Beirute nas legislativas de maio-junho, que resultaram em uma maioria parlamentar anti-síria liderada por Saad Hariri, filho de Rafic Hariri.
O deputado druso Walid Jumblatt acusou indiretamente a Síria pelo assassinato de Tueni. ''Recebemos a mensagem terrorista (...). Alguém ameaçou a televisão russa com fazer pagar o mundo inteiro o preço de eventuais sanções'' (contra a Síria), declarou Jumblatt.
A Síria, por sua vez, também condenou o atentado. O ministro sírio da Informação, Mehdi Dajalalah, afirmou que o ataque teve como alvos ''a estabilidade, a unidade e a paz civil no Líbano''.

mockup