Depósito de gelo na face oculta da Lua
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de dezembro de 1996
France Presse 
WASHINGTON - Pela primeira vez um aparelho espacial militar norte-americano detectou gelo na Lua, o que poderá ter uma influência considerável sobre uma colonização do espaço, anunciou segunda-feira um funcionário do Pentágono.
Ondas de radar que entraram em uma cratera profunda da face oculta da Lua detectaram um depósito de gelo do tamanho de um pequeno lago ou de um pântano, de uma profundidade provável de dezenas de metros, afirmou Rick Lehner, um porta-voz do Ministério da Defesa.
Em função da densidade desta formação, a probabilidade de que o gelo seja constituído de água é de 90%, explicou Lehner, para quem a descoberta abre caminho para a instalação do homem neste satélite da Terra.
Poderemos utilizar a água para o hidrogênio e o oxigênio para respirar, a fim de termos água potável, para produzir um combustível espacial que, no futuro, tornará mais econômico o envio de naves espaciais à Lua que possibilitará utilizá-la como uma espécie de posto de gasolina, acrescentou.
A presença de gelo na Lua foi detectada em 1995 por Clementine, um aparelho espacial militar, mas durante quase dois anos foi mantida em segredo.
Levou-se muito tempo para analisar os dados e estabelecer uma espécie de consenso sobre as implicações, e, aparentemente, concluiu-se que era água, disse Lehner.


