Depois da passagem arrasadora do furacão Mitch por seu território, a Nicarágua se prepara para enfrentar os riscos de erupções e deslizamentos em nove vulcões do país da América Central. As autoridades apressaram ontem os preparativos para uma eventual evacuação de quase 23 mil habitantes dos arredores do vulcão Cerro Negro, no ocidente do país, que está expelindo gases e lava há 48 horas. Além da ameaça deste e de outros oito vulcões, as autoridades nicaraguenses se mobilizam para controlar a expansão de epidemias entre quase meio milhão de pessoas afetadas pelo furacão, em seis províncias do país. O governo informou que mais de mil e quinhentas pessoas foram soterradas na encosta do vulcão Casitas: outras novecentas esperam socorro.
Apesar da gravidade da situação, o governo do presidente Arnoldo Alemán vem se recusando a decretar estado de emergência nacional, aparentemente porque isso afetaria a confiança dos investidores estrangeiros e obrigaria as autoridades a perdoar as dívidas bancárias de dezenas de milhares de agricultores que perderam tudo com o furacão.
Furacão fica fortalecido Depois de duas semanas em que semeou o horror na América Central, a tempestade tropical Mitch resiste a se dissipar e sua presença no Golfo do México poderá fortalecê-lo, não se descartando a possibilidade de voltar a se transformar em um furacão, disseram ontem técnicos de meteorologia da Costa Rica. Segundo um meteorologista ouvido pela DPA, Mitch pode recobrar forças já que voltou a ter uma fonte de alimentação de água.
Segundo o último relatório da meteorologia divulgado em San José, a tormenta está na costa de Mérida, no México, em trajetória nordeste podendo atingir nas próximas horas o litoral da Flórida.France PresseNa Guatemala, como em quase toda a América Central, o furacão deixou um rastro de destruiçãoDPA

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