Associated Press
De Bogotá
Depois de concluir uma onda terrorista que paralisou as principais rodovias do país por 10 dias, o Exército de Libertação Nacional (ELN) propôs ontem ao governo do presidente Andrés Pastrana o início imediato de negociações de paz.
Nicolás Rodríguez Bautista, líder do ELN, anunciou que, a partir das 6 horas de ontem (horário local), os grupos guerrilheiros que incendiaram e danificaram centenas de veículos e entraram em combates com o exército e a polícia, se retiraram para seus refúgios nas montanhas e não voltarão a impedir o trânsito pelas rodovias do norte da Colômbia.
Em uma entrevista coletiva, coordenada pela emissora de rádio Radionet, o chefe do segundo maior grupo guerrilheiro da Colômbia classificou a medida como um gesto de paz destinado a buscar um acordo com o governo. Ele também solicitou a abertura de outra negociação com o Exército Popular de Libertação (EPL), a menor guerrilha do país.
‘‘A paz não ocorrerá com o diálogo com apenas uma força’’, afirmou Bautista, ao denunciar o governo por excluir o ELN e o EPL do processo de paz e concentrar as negociações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo que concentra 70% das forças rebeldes.
Segundo o plano do ELN, ao concluir as negociações do governo com as três guerrilhas, seria convocada uma assembléia nacional constituinte para referendar os acordos de paz.
O presidente Pastrana já disse que está disposto a negociar com o ELN, mas que não chegou a um acordo com a guerrilha sobre o local onde tais negociações seriam realizadas.
O ELN exige a desmilitarização de uma zona de 6 mil quilômetros quadrados no departamento de Bolívar, ao norte da Colômbia.

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