O Grande Júri federal que ouvirá hoje o depoimento do presidente americano, Bill Clinton, sobre suas relações com a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky será composto por 23 pessoas não vinculadas à área jurídica.
Os jurados, predominantemente mulheres negras, foram escolhidos ao acaso nas listas eleitorais da cidade de Washington. Eles acompanharão o testemunho de Clinton por câmaras de televisão, em circuito fechado, e o presidente não os verá. O Grande Júri vai ouvir cerca de 80 pessoas durante sete meses.
Clinton dará o depoimento às 14 horas (13 horas em Washington) na Sala dos Mapas da Casa Branca, onde o ex-presidente Franklin Roosevelt acompanhou o desenrolar da 2ª Guerra Mundial. Normalmente, as pessoas que testemunham perante um Grande Júri devem fazê-lo sozinhas, mas o presidente fez um acordo com o promotor independente Kenneth Starr pelo qual poderá contar com a presença de seus advogados no recinto.
O porta-voz da Casa Branca, Mike McCurry, disse que não se sabe quanto tempo Clinton levará para depor, porém imagina que será apenas um dia. Não está claro ainda se apenas os promotores farão perguntas, nem se Starr comparecerá.
A Casa Branca também não informou se, após depor, Clinton, fará alguma declaração à nação sobre o caso Monica, como lhe sugeriram alguns advogados preocupados em evitar maiores danos à sua imagem.
Hoje ou amanhã ele partirá para a Ilha Marthas Vineyard, em Massachusetts, onde passará férias.

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