Denúncias sobre caça às bruxas são 'absurdas', dizem EUA
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Folhapress 
São Paulo - As acusações do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, refugiado na embaixada do Equador em Londres, de que os Estados Unidos realizam uma caça às bruxas são ''absurdas'', afirmou ontem a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.
Nuland dise que Assange ''está claramente tentando desviar as atenções do centro da questão'', que é o julgamento por abuso sexual do qual é acusado na Suécia, país que solicita a sua extradição.
Anteontem, Assange apareceu na sacada da embaixada do Equador em Londres para falar à imprensa, fazendo sua primeira aparição pública desde que se refugiou no prédio, há dois meses.
A aparição foi vista como uma tentativa de evitar a prisão. O australiano, que recebeu asilo diplomático do Equador no dia 16, é requerido pela Suécia por acusações de supostos crimes sexuais.
''Eu peço para o presidente Obama fazer a coisa certa, os Estados Unidos devem renunciar a sua caça às bruxas contra o WikiLeaks'', disse Assange, em sua primeira declaração pública desde que recebeu asilo político do Equador.
''Não deve haver mais conversas tolas sobre perseguir qualquer meio de comunicação, seja o WikiLeaks, seja o 'The New York Times''', acrescentou.
Assange também elogiou a ''coragem'' mostrada pelo presidente do Equador, Rafael Correa, por aceitar conceder asilo a ele. ''Eu agradeço ao presidente (Rafael) Correa pela coragem que mostrou ao considerar e me conceder asilo político'', disse.
O fundador do WikiLeaks também pediu o fim da prisão do soldado americano Bradley Manning, acusado de ter colaborado com Assange.
''Se o Reino Unido não jogou fora a convenção de Viena, foi porque o mundo estava assistindo e se o mundo estava assistindo é porque vocês estavam vigiando'', acrescentou.


