Pelo menos vinte povoados do centro de Kosovo foram atacados pela artilharia sérvia na noite de quinta-feira, informou ontem o centro de informação da maioria albanesa da província do sul da Sérvia. O centro não informou se os ataques deixaram vítimas. Por outro lado, o porta-voz da organização guerrilheira Exército para a Libertação de Kosovo, Bardhyl Mahmuti, disse em Genebra que as tropas sérvias continuam disparando contra aldeias dos albaneses e que Belgrado não retirou seus efetivos da região, como prometeu o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, ao mediador norte-americano Richard Holbrooke.
O ELK luta pela independência da província e prometeu manter uma trégua até que a ONU determine se Milosevic vai cumprir a resolução que exige a saída das tropas sérvias de Kosovo.
Assinado acordo A Iugoslávia (Sérvia e Montenegro) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assinaram ontem acordo de vigilância que permite vôos de reconhecimento de esquadrilhas de jatos da aliança atlântica sobre Kosovo.
As operações serão iniciadas hoje, segundo funcionários do Pentágono, consultados por The Wall Street Journal. ‘‘Pelo acordo, os iugoslavos desmantelarão lançadores móveis de mísseis, estações de radar e ninhos de artilharia antiaérea para permitir o livre trânsito de aviões U-2 (de reconhecimento) americanos, postos à disposição da Otan’’, acrescentou o diário nova-iorquino.
O acordo de vigilância integra outro mais amplo (a ser firmado hoje ou amanhã), destinado a fazer a Iugoslávia cumprir a resolução 1.199 do Conselho de Segurança da ONU, que exige dos iugoslavos cessar-fogo imediato em Kosovo, retirada total das tropas do território e início de negociações sérias com os albaneses étnicos sobre um novo status para a província.
Firmaram o acordo o secretário-geral da Otan, Javier Solana, o comandante militar supremo general Wesley Clark e o chefe do comitê militar general Klaus Naumann e o presidente iugoslavo Slobodan Milosevic.France PresseNos escombros de sua casa destruída pela artilharia sérvia, a refugiada é um retrato de dor e sofrimentoDPA e Reuters

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