PRETÓRIA - A Comissão Verdade e Reconciliação (TRC) recomendou ontem que, não havendo anistia, a Justiça da África do Sul deve processar os autores de violações de direitos durante o regime de apartheid (segregação racial).
Estas são as principais pessoas e organizações acusadas:
O Estado (governo e outras autoridades civis e militares) é declarado responsável pela política racista favorável à minoria branca.
Piether W.Botha, 82 anos, ex-presidente: responsável por todos os atos de violência cometidos pelo estado quando dirigia o país.
Frederik De Klerk, 64 anos, último presidente branco da África do Sul.
O Congreso Nacional Africano (CNA) foi declarado responsável por campanhas de terrorismo que provocaram a morte de civis.
Winnie Madizikela Mandela, 64 anos, deputada pelo CNA, ex-esposa do atual presidente sul-africano, foi declarada ‘‘política e moralmente’’ responsável por atos de violência nos anos 80 em Soweto.
O Inkatha (IFP, partido nacionalista zulu) é responsável por atos de violência em sua região de Kwazulu-Natal.
Mangosuthu Buthelezi, 70 anos, presidente do IFP, é considerado responsável pelas violências cometidas pelo Inkatha.
Constand Viljoen, dirigente da Frente da Liberdade (FF, nacionalista afrikaner), é acusado de violações de direitos humanos por atos de violência da extrema-direita.
Eugene Terre’Blanche, 57 anos, líder do partido neonazista AWB, é declarado culpado por atos de violência realizados pela extrema-direita.

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