Um juiz argentino que investiga o roubo de bebês de simpatizantes esquerdistas durante a chamada ‘‘Guerra Suja’’ formalizou na sexta-feira acusações contra sete funcionários militares, dois deles ex-ditadores.
O juiz federal Adolfo Bagnasco iniciou procedimentos oficiais contra os ex-ditadores militares Reynaldo Bignone e Emilio Massera, o ex-chefe do exército Cristino Nicolaides, os almirantes Oscar Rubén Franco e Antonio Vanek, o ex-oficial da marinha Jorge ‘‘El Tigre’’ Acosta e o militar da marinha Héctor Febres, informou a agência de notícias Telam.
Os sete homens já estavam presos e são acusados de obrigar mulheres grávidas detidas por esquadrões de morte a darem à luz ou submeterem-se a cesarianas durante a ditadura (1976-1983). As mulheres eram assassinadas em seguida.
As crianças - a maioria delas foi adotada por militares - já são jovens adultos. Suas mães integram as listas de milhares de argentinos desaparecidos durante a repressão na Guerra Suja.
Os grupos defensores dos direitos humanos calculam o número de desaparecidos em 30 mil.

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