Quarenta anos depois de ter proclamado John Kennedy em Los Angeles, os democratas voltarão segunda-feira à mesma cidade para realizar sua Convenção Nacional e indicar o atual vice-presidente norte-americano Al Gore candidato à Casa Branca, nas eleições de 7 de novembro.
Gore fortaleceu esta semana sua imagem, com a designação do senador Joseph Lieberman como candidato vice-presidencial e conseguiu uma recuperação nas pesquisas.
Dezenas de milhares de pessoas, entre elas 4.368 delegados, 15 mil jornalistas e milhares de ‘‘lobbistas’’ vão a Los Angeles para participar da convenção, que acontece de segunda a quinta-feira.
Os convencionais designarão Gore, de 52 anos, como candidato presidencial, e Lieberman, de 58, como postulante vice-presidencial para enfrentar a chapa republicana, formada pelo governador do Texas, George W. Bush, e o ex-secretário de Defesa, Dick Cheney, que foram proclamados oficialmente na semana passada na Filadélfia.
Os democratas se propõem a atacar a imagem de unidade, respeito às minorias e confiança na vitória que Bush e Cheney manifestaram assim que foram proclamados.
O tema central da Convenção Democrata será ‘‘celebrar a prosperidade do país e colocar em evidência os progressos que os Estados Unidos terão com a condução de Gore e do Partido Democrata’’, disse Lidia Camarillo, co-presidente da convenção.
Os democratas se propõem dedicar a segunda e a terça-feira a debater os sucessos, principalmente no campo econômico, da administração Clinton-Gore, para depois insistir na figura e na trajetória de Gore. O candidato democrata vai fechar a convenção na quinta-feira, com o discurso de aceitação da candidatura.
‘‘Nos colocamos à disposição para continuar lutando em nome das famílias que trabalham; na luta pelo povo e não pelos poderosos’’, disse Gore na quarta-feira, durante um ato de campanha. ‘‘Nos consideramos a vanguarda e os outros (Bush e Cheney) como a velha guarda’’, afirmou.
Para Gore, o que está em jogo é recuperar terreno nas pesquisas, antes da fase final da campanha e dos debates presidenciais de outubro. A última pesquisa de intenções de voto mostra Gore em ascensão, mas sempre dois pontos abaixo de Bush (45 a 43%).
Gore vai reivindicar para sua campanha a prosperidade da era Clinton que vai receber como herança, mas também vai procurar marcar suas diferenças com o atual presidente, especialmente na questão da moralidade, depois do escândalo Monica Lewinsky.
Os estrategistas de Gore planejam cuidadosamente esta ‘‘grande missa’’ que se celebra a cada quatro anos.
Bill e Hillary Clinton tomarão a palavra na segunda-feira à noite, para pronunciar os últimos discursos antes de começar a arrumar as malas para deixar a Casa Branca, onde moram desde 1993.

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