Washington Apesar da concordância geral de que os republicanos continuarão sendo a maioria na Câmara de Representantes depois das eleições de hoje vários especialistas advertem que uma vitória democrata é possível. Das 435 cadeiras, 223 estão ocupadas por republicanos e 209 por democratas, além de três que estão vazias deixadas por outros democratas e uma última, ocupada por um independente.
Com a máquina de calcular na mão, os democratas precisam conservar suas cadeiras e ocupar mais seis para recuperar a maioria.
Segundo as últimas pesquisas, os republicanos têm garantidas ou quase garantidas 197 cadeiras, enquanto que 22 de seus candidatos apresentam uma pequena vantagem.
Os candidatos democratas têm certas, ou com evidente vantagem, 190 cadeiras, e outras 12 com pequena vantagem.
O único independente, Bernard Sanders (Vermont), tem a reeleição assegurada, por isso em apenas 13 distritos a situação ainda está indefinida, e neles serão depositadas grande parte das esperanças dos dois partidos.
Para Thomas Mann, especialista em política e eleições do Brookings Institution, um centro de estudos políticos de Washington, não se deve desprezar antecipadamente uma vitória democrata, por mais remota que pareça.
''Seria uma temeridade descartar uma maioria democrata. A possibilidade existe, embora seja improvável, é possível'', afirmou.
Tradicionalmente, o partido da Casa Branca costuma perder várias cadeiras nas eleições legislativas seguintes à posse de um novo presidente.
Por exemplo, em 1982, os republicanos perderam 26 cadeiras na Câmara no ano seguinte à chegada de Ronald Reagan ao poder, e em 1994 os democratas foram derrotados ao perder 52 legisladores depois da vitória de Bill Clinton.
Nestas circunstâncias, o presidente George W. Bush e os dirigentes republicanos declararam que, para eles, já seria uma conquista histórica não sofrer uma derrota.
''A tendência histórica é muito forte contra a Casa Branca, e queremos enfrentá-la'', resumiu o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.
Para Fleischer, ''todos os indícios apontam que essa tendência possa ser quebrada'' nestas eleições, ainda que tenha se mostrado prudente na hora de dizer se o Partido Republicano conseguirá aumentar sua vantagem.
202 milhões habilitados Mais de 202 milhões de americanos estarão habilitados para votar nas eleições legislativas parciais de metade de mandato, hoje, em sua maioria mulheres, segundo informes recentes da Serviço Federal de Recenseamento. As mulheres representam 56,2% da população em idade de voto e sua influência se torna ainda mais importante porque elas tradicionalmente têm um índice de participação maior que o dos homens. Na eleição presidencial e nas legislativas parciais de 2000, votaram 65,3% das mulheres, contra 62,7% dos homens.
De acordo com a tendência histórica, metade das pessoas com idade de voto podem não comparecer às urnas.

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