Paris - De Jacarta, onde Barack Obama viveu quando era criança, aos bares europeus, os americanos no exterior participaram com entusiasmo nesta ''superterça'', quando acontecem as principais prévias democratas para a eleição presidencial de novembro.
Aberta até o dia 12 de fevereiro, a votação é realizada em lugares inesperados para uma eleição: livrarias, pubs, cafés, igreja em Paris, loja de ''donuts'' no Camboja, e também, pela primeira vez, na internet.
A votação acontece em 33 países, do Reino Unido às Filipinas, passando pelo Japão e pela Índia. Vinte e dois delegados devem ser designados pelos americanos do exterior para a convenção democrata, uma possibilidade que não oferece o Partido Republicano.
Nos Estados Unidos, quase metade dos estados americanos votavam nesta terça-feira para designar os candidatos republicano e democrata à Casa Branca.
O nível de participação era grande na Igreja americana de Paris, segundo Louise Meyers, porta-voz na capital francesa da Democrats Abroad, a organização do Partido Democrata para os americanos do exterior. Os eleitores deviam se encontrar à noite em uma boate, para acompanhar em telões a retransmissão da votação nos Estados Unidos.
Na França, onde vivem 150.000 americanos, os democratas podiam votar nesta terça-feira em Paris e em Toulouse, quinta-feira em Bordeaux, e sexta-feira em Estrasburgo e em Nice.
No Reino Unido, onde moram 250.000 americanos, a votação, organizada em Londres e Oxford, suscitava ''um grande entusiasmo'', segundo Daniel Rivkin, porta-voz da Democrats Abroad UK.
A perspectiva de escolher o candidato democrata provocou uma onda de adesões à Democrats Abroad. O número dos membros da organização dobrou no mês passado em todo o mundo, afirmou Alana Moceri, presidente do braço espanhol do movimento, sem especificar este número.
Para Moceri, este sucesso também se deve ao duelo entre dois candidatos ''fantásticos'', Hillary Clinton e Barack Obama. Pela primeira vez, uma mulher ou um negro têm chances de chegar à Casa Branca.

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