WashingtonO líder da maioria democrata no Senado, Tom Daschle, disse ontem que é contra dar ao presidente George W. Bush carta branca para ir à guerra com o Iraque. ''Não daria autoridade unilateral a nenhum presidente para ir à guerra sob nenhuma circunstância'', assinalou Daschle, enquanto aguarda para ler a minuta de resolução apresentada por Bush, na qual ele pede a autoridade necessária para ''usar a força'' contra Saddam Hussein.
''Não queremos ser ignorados mas ao mesmo tempo queremos dar nosso apoio'', afirmou.
''Seja o que for que autorizemos e o que falemos sobre a resolução, tem que ficar claro que estamos juntos, que vamos trabalhar juntos, e que vamos tomar a melhor decisão sobre o curso da ação'', acrescentou.
O líder do Senado acolheu com beneplácito a decisão de Bush de consultar o Congresso e de se dirigir à Assembléia Geral da ONU sobre Iraque, mas questionou até que ponto a ONU deve ou não determinar o curso da ação aos Estados Unidos.
''A maioria dos democratas é contra uma ação unilateral, mas reconhecemos que às isto é necessário'', assinalou.
Apelo iraquianoO Iraque pediu às Nações Unidas, ontem, que o organismo não ceda à chantagem dos Estados Unidos, que ainda pretendem bombardear Bagdá apesar da aceitação do Iraque de receber de volta, incondicionalmente, os inspetores de armas da ONU, após 4 anos de interrupção.
''Pedimos ao Conselho de Segurança que trabalhe de acordo com suas prerrogativas e regras, e não de acordo com o que um único país visa a obter por meio de sua habitual chantagem'', disse Ath-Thawra, porta-voz do partido Baath, em Bagdá. Ath-Thawra acusou o governo Bush de ''defender os interesses dos ricos'' do Golfo, e dividir a região entre pequenos estados baseados na religião ou em conceitos étnicos, de forma a beneficiar a hegemonia norte-americana''.
Bush ameaçaO presidente norte-americano, George W. Bush, advertiu ontem que se as Nações Unidas não tomarem decisões firmes envolvendo o Iraque, os Estados Unidos e alguns dos seus aliados mais próximos passarão à ação. Bush disse que pedirá ao Congresso autorização para mobilizar as forças armadas, se isso for necessário.

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