Democratas advertem a China
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terça-feira, 24 de junho de 1997
France Presse 
Hong Kong
France PresseComemoraçãoUma multidão festeja em Shangai a devolução de Hong Kong à ChinaOs movimentos democráticos de Hong Kong advertiram ontem que toda a tentativa de impedir seus dirigentes de fazerem declarações no Conselho Legislativo, na noite que marcará a devolução da colônia britânica à China, poderá desembocar em distúrbios.
O Conselho Legislativo (Legco), eleito democraticamente em 1995, deixará de funcionar a meia-noite do dia 30 de junho, para ser substituído por uma assembléia legislativa provisória, nomeada pela China.
Os futuros governantes do território instaram o Partido Democrático, - o partido maioritário no Conselho Legislativo - a abandonar o que qualificam de ato impróprio na estréia da administração chinesa.
Vários líderes do Partido Democrático insistiram ontem em fazer discursos na sacada do Legco e disseram estar dispostos a aceitar as consequências.
Os deputados do Conselho Legislativo modificaram ontem uma lei sobre crimes, retirando dela os delitos de subversão e secessão, uma semana antes da transferência do território à China.
Não temos a menor intenção de mudar nossos planos, disse um chefe do Partido Democrático, Lee Wing-tat.
Segundo os analistas, esta ação é destinada a pôr travas no caminho da Assembléia provisória.
Sob a Lei Básica - a miniconstituição que regerá o território depois da passagem - a futura Região Administrativa Especial de Hong Kong (SAR) conta com leis que proíbem todo ato de traição, secessão, sedição (e) subversão contra o governo chinês.
O atual governo colonial havia elaborado em dezembro passado o projeto de lei aprovado ontem numa tentativa, segundo os comentaristas, de introduzir um texto liberal capaz de impor obstáculos a qualquer lei draconiana depois da transferência da soberania.


